segunda-feira, 20 de junho de 2016

Vamos até as Ilhas Blas no Panamá?


Dica 













Da nossa aventureira e nas horas vagas dermatologista 


Maria Cláudia Cardoso 




ILHAS BLÁS sem blábláblá









San Blas, no Panamá, é um arquipélago de 365 ilhas, uma para cada dia do ano,  tão pequenas que se leva no máximo 15 min para circundar e isto é caminhando devagar.




Para quem não sabe é um território dos Kuna Yala sendo uma comarca indígena autômato e aí começa a diferença, eles são orgulhosos de sua cultura e apenas cerca de 36 ilhas são habitadas. Tudo corre segundo o tempo deles. 



O povo Kuna Yala, de origem Colombiana fugiu do país, devido à perseguição do governo e também por causa da malária no século 18, em direção ao Panamá. Em 1925, depois de realizarem uma revolução, conseguiram autonomia sobre a comarca chamada de Guna Yala, na qual está o arquipélago de San Blás.


Deve-se ressaltar que para visitar essas ilhas você tem que ter autorização dos Kunas e eles não reservam com antecedência, só in loco você pode negociar com os próprios. As ilhas são de famílias e elas podem ou não querer te receber.




Sabendo que era um lugar paradisíaco embarquei, em fevereiro de 2016,  torcendo para tudo dar certo. Ao chegar ao hotel, este sim reservado, consegui fechar minha visita e pernoite, mas não consegui ficar as duas noites em cabana dupla tendo que ficar uma noite na coletiva.



Às cinco da manhã estava na porta do hotel, mochila pequena (não tem muito lugar para bagagem), garrafas de água, frutas e barras de cerais, lanterna, lenços de papel, toalha, cordinha para fazer varal e, apesar de ficar em cabanas, sacos de dormir são essenciais.

Entrei em um 4x4 ansiosa. Me disseram que a estrada era terrível e muita gente enjoava. Fomos pegando outras pessoas, entramos em uma rodovia e depois a famosa estrada, tirei de letra.

Paramos para checar o passaporte, não esqueçam o passaporte é uma comarca atomata e eles checam mesmo.

Finalmente, chegamos ao nosso porto de destino, pelo que vi tem pelo menos três portos, e é uma confusão organizada, é essencial saber o nome do barqueiro.

Barqueiro identificado, entramos em nosso barquinho; a dica é sentar na parte de trás, porque bate menos.Chegamos ao destino de nossa aventura; fomos recepcionados por Kunas sorridentes.




 No meu porto saí por num canal e toda a ansiedade foi embora; mar lindo! Paramos para os  kunas comprarem alimentos e partimos para a ilha.  Ainda bem que tudo estava embalado em sacos estanques e eu estava com um impermeável. Um pontinho foi crescendo e eis que surge a “minha ilha” , logo me apaixonei.




Curiosidade




Nas ilhas vivem 150 mil kunas, divididos em 50 comunidades. O interessante é que na tradição Kuna, as ilhas pertencem às mulheres. Então, cada ilha tem uma ou mais donas. Quando há um casamento, o noivo ganha o sobrenome da mulher e vai morar na casa dela.
Os Kunas, aliás, têm uma cultura muito democrática, onde todos têm opinião e onde não existe discriminação.
Apesar das mulheres serem consideradas “donas das terras”, os homens têm grande participação na organização da sociedade Kuna e são, em geral, os representantes políticos. Cada comunidade tem seu sila, um tipo de cacique da tribo, em geral o mais velho da vila. E os kunas têm direito a eleger um sila para ocupar uma vaga no parlamento panamenho.







Tudo é muito rustico com banheiros coletivos, mas,  imediatamente você desacelera e  tudo é  tão lindo. 






 Todas as refeições formam gostosas e fartas e parecia que estava na ONU- com alemãs, espanhóis,  suíços, canadenses, franceses, uruguaios e brasileiros; Santo inglês!

Mergulhar no mar era uma experiência a parte. O que falar da transparência, dos corais e dos peixes?











Nesta ilha  tinha cerveja gelada e drinks e tê-los no por do sol ...Fiz um passeio para outras ilhas e pude ver melhor o arquipélago. Da próxima vez talvez fique em um catamarã ou na ilha dos perros ou do coco blanco, mas que eu volto, volto sim

Custos

Fui com a Transkuna SA ( 390-2577) e com o motorista Beto(61051793/66446307): U$60  pelo transfer e barco ida e volta;
Estadia na Iguana: U$50  por pessoa na cabana dupla e U$ 35 na coletiva, com café da manha, almoço e jantar.
Passeio para outras ilhas:U$10 por pessoa


Mais Dicas de como chegar: