sexta-feira, 8 de julho de 2016

Os doces pecados da carne e da alma








Passeando pelos livros à procura do texto de hoje, me deparei com AFRODITE, Contos, Receitas e Outros Afrodisíacos” da grande Isabel Allende, escritora chilena muito conhecida por seus belos romances. Neste livro a que me referi, ela divaga sobre as benesses hipotéticas e sugeridas de vários elementos ditos afrodisíacos. Como não poderia deixar de ser, é uma viagem sensorial muito bem escrita. Mas, como a nossa coluna é culinária e aberta a todas as idades, vamos nos ater a trechos que não nos comprometam.


“Arrependo-me das dietas, dos pratos deliciosos rejeitados por vaidade, tanto como lamento as oportunidades de fazer amor que deixei passar para me dedicar a tarefas pendentes ou por virtude puritana. Passeando pelos jardins da memória, descubro que minhas recordações estão associadas aos sentidos. ”



“A gula é um dos caminhos mais diretos para a luxúria e, se avançarmos um pouco mais, para a perdição da alma. Por isso luteranos, calvinistas e outros aspirantes à perfeição moral comem mal. Os católicos, em compensação, que nascem resignados ao pecado original e às fraquezas humanas, e que são purificados pelo sacramento da confissão, prontos para tornar a pecar, são muito mais flexíveis com relação à boa mesa, tanto que cunharam a expressão “bocatta di cardinale para definir algo delicioso. ”




Os ingredientes afrodisíacos são inúmeros, e segundo a própria Isabel, funcionam melhor quando quem vai comê-los tem ciência disso, ou seja, o poder da sugestão é mais eficaz do que a propriedade mágica em si. Mas, a magia só acontece para quem acredita nela, não é mesmo? Entre tantas possibilidades, acabei escolhendo o mel, por sua beleza, doçura e facilidade da receita que ela nos presenteia.



“Mel: O mel, néctar de Afrodite, dourado tesouro da terra, resultado da alma das flores e do trabalho das abelhas, tem servido para adoçar a vida muito antes da descoberta do açúcar. Seu sabor e aroma dependem das flores visitadas pelas aladas obreiras. Sua reputação como afrodisíaco é enorme: os noivos pertem em “lua-de-mel”, e em muitas culturas faz parte da cerimônia e do banquete de casamento, O alto conteúdo de vitaminas B, C e minerais do pólen estimula a produção de hormônios sexuais. Reaviva instantaneamente os amantes esgotados, porque o corpo o absorve em um tempo mínimo. ”



“Era a sobremesa preferida da minha santa tia Teresa, apesar de sua alma cristalina, seu olhar brilhava maliciosamente quando lhe serviam estas peras. ”

PERAS ÉBRIAS



1 pera grande, madura e sem casca, partidas pela metade
Suco e casca ralada de ½ limão
2 colheres de ricota
1 colher de mel
1 pitadinha de noz-moscada
2 colheres de açúcar
1 copo de vinho tinto
1 rama de canela

Esvazie o centro das metades da pera e impregne-as com limão, para não escurecerem. Recheie as partes da pera com uma mistura de ricota, mel, casca de limão ralada e noz-moscada. Faça uma calda espessa e perfumada com o vinho, açúcar e a canela. Verta o vinho quente sobre as peras geladas e sirva imediatamente.

Obs: Não quis interferir na receita, que copiei aqui como achei no livro, mas se a alguém suscitar dúvidas, as colheres acredito serem de sopa, e a rama nada mais é que um pau de canela. Então, mãos à obra e divirtam-se.

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Isabel Allende 

Pasear por los libros que buscan el texto de hoy, me encontré con "Afrodita, Historias, recetas y otros afrodisíacos" la gran Isabel Allende, escritora chilena conocida por sus hermosas novelas. En este libro, Allende deambula de la generosidad hipotético de varios dichos elementos afrodisíacos. Como no podía ser, que es un viaje sensorial muy bien escrito. Pero, como nuestra columna es acerca de la cocina, y está abierta a todas las edades, que se quedará con partes del libro de Allende que comprometer.


"Me arrepiento de las dietas, de los platos deliciosos rechazados por vanidad, tanto como lamento las ocasiones de hacer el amor que me dejaron ir a dedicarme a las tareas pendientes o virtud puritana. Paseando por los jardines de la memoria, encuentro que mis recuerdos se asocian con los sentidos".




"La gula es una de las maneras más directas a la lujuria y si nos movemos un poco más a la perdición  del alma. Así luteranos, calvinistas y otros aspirantes a la perfección moral comer mal. Los católicos, por otro lado, nacido resignado  al pecado original y la debilidad humana, y que se purifican mediante el sacramento de la confesión, listo para hacer el pecado, son mucho más flexibles  a la  buena mesa, de manera que acuñó la frase "Bocatta di cardinale "para definir algo delicioso. "



Afrodisíacos ingredientes son numerosos, de acuerdo con la misma Isabel, que funcionará mejor cuando se los comen, usted es consciente de ello, es decir, el poder de la sugestión es más eficaz que la propia propiedad mágica. Pero la magia sucede sólo a aquellos que creen en ella, ¿verdad? Entre las muchas posibilidades, terminé elección, miel, por su belleza, la dulzura y la facilidad de receta que ella nos da:





"Miel: El miel, néctar de Afrodita, tesoro de oro de la tierra, el resultado del alma de las flores y el trabajo de las abejas, ha servido para endulzar la vida mucho antes del descubrimiento de azúcar. Su sabor y aroma dependen de las flores visitadas por las abejas obreras. Su reputación como afrodisíaco es enorme: la pertem dedica a la "luna de miel" y en muchas culturas es parte de la fiesta y la ceremonia de la boda. El alto contenido de vitaminas B, C  y minerales del polen estimula la producción de hormonas sexuales. Al instante revive los amantes agotados debido a que el cuerpo absorbe en un tiempo mínimo. "




"Fue el postre favorito de mi santa madre Teresa, a pesar de su alma cristalina, sus ojos brillaban con malicia cuando te sirven estas peras. "




PERAS BORRACHAS


1 pera grande, madura y pelada, roto por la mitad
Jugo y ralladura de ½ limón
2 cucharadas de ricotta
1 cucharada de miel
1 pizca de nuez moscada
2 cucharadas de azúcar
1 vaso de vino tinto
1 rama de canela


Vaciar el centro de las mitades de pera y impregnarlos de limão- de pera no oscurecer. Llenar partes de pera con una mezcla de ricotta, miel, cáscara de limón rallada y la nuez moscada. Hacer una salsa espesa aromática con el vino, el azúcar y la canela. Verter el vino caliente en las peras congeladas y servir inmediatamente.





Obs: Yo no quería interferir en la receta, que he copiado aquí como se encuentra en el libro, pero si alguno está en duda, las cucharas creen son la sopa, y en carne viva no es más que una rama de canela. Así que ponerse a trabajar y divertirse.


COLUNA


























Por Karla Milward- cozinheira chefe internacional formada pelo SENAC/CIA de Águas de São Pedro  SP. 




O que as mulheres querem?


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