quinta-feira, 6 de abril de 2017

Rios passam a ter identidades como forma de proteção ambiental.






Para os nativos de todo o planeta terra, a natureza não é um cenário em suas vidas, ao contrário ela é a sua vida em si, há uma comunhão entre os animais,  incluindo até os racionais 😛plantas, terra e água. 


Como nos apresentou, de uma forma lúdica, o filme Avatar, o povo Na `Vi em pandora,  com os seus conectores raiz se "plugam" literalmente às plantas e árvores para se conectarem a rede de unidade.





Na contramão dos países que ainda poluem o planeta, a Nova Zelândia,que é excelência em sustentabilidade, em março de 2017, concedeu ao rio Whanganui o status de pessoa jurídica. 



Graças a uma intensas campanha dos nativos locais, os famosos maore, o rio Te Awa Tupa (na língua nativa) que é o terceiro mais longo do país agora tem os interesses defendidos em processos judiciais por um advogado da tribo e outro do governo. 






" O rio é um ser vivo único", segundo a nova lei. Os vitoriosos maori contam que o que é uma novidade para nós, ver a natureza como um individuo e parte de um todo, sempre foi a realidade para eles. 









A Nova Zelândia é o primeiro país no mundo a ter uma política de resíduo 0, energia limpa e renovável, vive da pesca controlada e tem a maior plantação de floresta do mundo. 

Segundo o ranking do Environmental Performance Index (EPI), produzido pelas universidades de Yale e Columbia, que analisa os países que cuidam dos seus recursos naturais, qualidade de vida da população e investe em energia renovável, os atuais campeões são: Finlândia, Islândia, Suécia, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Portugal (...) entre outros. A Nova Zelândia está em 12o lugar e o Brasil em 46o. 



A Índia, que apesar de não ter essa sustentabilidade toda e ter um grave problema social, seguiu a ideia da Nova Zelândia e também transformou os rios Ganges e Yamuna em pessoas jurídicas como uma ferramente de proteção dos mesmos à poluição. 

Rio Ganges


Rio Yamuna















Já no Brasil, o caso mais próximo foi a recente acolhida ao Santuário de Primatas em Sorocaba (SP) à Chipanzé Cecília, que recebeu um habeas corpus da justiça argentina, por estar vivendo em lugar insalubre e isolado, em Mendoza. Mas, aqui esta iniciativa foi acolhida por organizações não governamentais.





Os nossos índios também vêm assim a natureza como parte integrada à suas vidas,  então, porque não adotar no Brasil as mesmas medidas? água para proteger não faltará, temos 12% da água doce do planeta, isso seria mais do que um respeito à natureza mais um meio de proteção à segurança nacional. Merecemos águas límpidas e portanto protegidas. 

Rio Amazona

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By the way ;-) 

Nova Zelândia oferece bolsa de estudo a brasileiros na área de sustentabilidade: