quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Amapá o que queremos ouro ou saúde?

O que queremos ouro ou saúde?

A resposta não é tão simplória e requer especialistas para de forma multidisciplinar analisar qual é a mais eficiente e exitosa tomada de decisão na nossa atual política pública. Todos sabemos que o Brasil está vivenciando uma crise político-econômica, o que infelizmente não é uma novidade em nosso país. Vivemos este ciclo carmico desde o nosso descobrimento. O governo atual, Temer, tão pouco pode alegar que foi pego de surpresa e não sabia dos números dos bastidores, afinal era vice da então presidenta Dilma. Se não sabia, deveria saber. Se estamos sem verbas, o que é patético em um país da nossa proporção continental e com as nossas riquezas humanas e naturais, nos vale pensar se é falta de planejamento ou desleixo político.


Então,  extinguir a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados- RENCA- que fica na divisa do Pará e Amapá, tal qual acaba de fazer o presidente no dia 23 de agosto de 2017, para liberar a extração de ouro e minerais serve a quem? Não seria mais estratégico estimular o estudo e exploração medicinal, com a vasta e rara biodiversidade da região? Essa não seria uma fonte de recursos naturais de exportação de saúde para todo o planeta? Não seria  mais razoável pensar a médio e longo prazo  e fomentar  estudos da medicinais tradicional aliada ao patrimônio imaterial da medicina alternativa dos nossos índios ?  Inclusive revertendo parte do lucro para a auto sustentação das próprias tribos? 

Segundo divulgado pelo portal G1, no decreto está destacado que a abertura da área respeitará as normas de preservação ambiental. Mas, se não conseguimos nem monitorar as fronteiras e a exploração ilegal das madeireiras, como se dará a fiscalização desta empreitada? Recentemente descobriu-se que a puqueina planta do nosso nordeste, pode curar a Aids. 

https://globoplay.globo.com/v/6102180/

Entendeu o capital das florestas que pode fomentar sabedoria científica e consequentemente gerar recurso financeiro,  o que guarda a nossa biodiversidade? 

Por que sempre pensar e agir aos olhos do capital imediato? Esta exploração é um fardo que temos que carregar desde a nossa colonização? São questões que exigem integridade e responsabilidade de nossos gestores somadas a um estudo profundo multidisciplinar. 



Em paralelo, no dia 6 de junho deste ano foi criado o Centro de Medicina Indígena da Amazônia, no centro histórico de Manaus. Vida longa ao projeto.







Centro de Medicina Indígena da Amazônia





E já que não temos a menor pretensão de discutir política pública aqui a proposta é valorizar  e apresentar a importância da diversidade cultural, destacar o patrimônio material e imaterial em especial da Ibero-America, e nas quintas-feiras em si unir literatura e gastronomia, vamos então dar a nossa contribuição focando na literatura e gastronomia do Amapá, em homenagem a esse povo. 







Dia 9 de agosto é comemorado o Dia Estadual da Poesia, em Macapá, em homenagem ao poeta, médico, professor e ex-prefeito de Macapá Alexandre Vaz Tavares, que foi pioneiro em escrever poesias sobre a sua terra. 



É de lá também, que vem o grupo  Poetas Azuis, que já conquistaram mais de  75 mil fãs, sendo atualmente 60 mil seguidores no Instagram e 15 mil no Facebook., segundo o Globo.









Vamos ao prato famoso da região






TACACÁ

  • 4 xícaras (chá) de água
  • 1/2 xícara (chá) de polvilho azedo (ou goma de mandioca)
  • 1 colher (chá) de sal
  • 500 g de camarão salgado (seco)
  • 4 folhas de chicória
  • 4 dentes de alho bem amassados
  • 3 pimentas-de-cheiro
  • 2 maços de jambu
  • 2 litros de tucupi



Coloque o tucupi em uma panela com o alho bem amassado, o sal, a chicória e as pimentas

Leve ao fogo

Quando começar a ferver, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 30 minutos aproximadamente

Simultaneamente em outra panela, cozinhe o jambu até ficar tenro

Retire do fogo, escorra e reserve

Lave bem os camarões e leve-os ao fogo em uma panela com 4 xícaras de água

Deixe ferver por aproximadamente 5 minutos

Retire a cabeça e a casca

Em uma panela, misture o polvilho com a água dos camarões, leve ao fogo e mexa até obter um mingau

Sirva em uma cuia com uma concha de tucupi, um pouco do mingau, algumas folhas de jambu e os camarões

Porção: 6 pessoas.