quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Caldo de Congrio- o preferido de Neruda

Em nossa coluna Livro na Panela,















Hoje a dica é da "latituda/Chile"

Latitudes- Chile Marianela Riquelme







Oda al Cadillo de Congrio 

por Pablo Neruda


 En el mar

tormentoso
de Chile
vive el rosado congrio,
gigante anguila
de nevada carne.
Y en las ollas
chilenas,
en la costa,
nació el caldillo
grávido y suculento,
provechoso.
Lleven a la cocina
el congrio desollado,
su piel manchada cede
como un guante
y al descubierto queda
entonces
el racimo del mar,
el congrio tierno
reluce
ya desnudo,
preparado
para nuestro apetito.
Ahora
recoges
ajos,
acaricia primero
ese marfil
precioso,
huele
su fragancia iracunda,
entonces
deja el ajo picado
caer con la cebolla
y el tomate
hasta que la cebolla
tenga color de oro.
Mientras tanto
se cuecen
con el vapor
los regios
camarones marinos
y cuando ya llegaron
a su punto,
cuando cuajó el sabor
en una salsa
formada por el jugo
del océano
y por el agua clara
que desprendió la luz de la cebolla,
entonces
que entre el congrio
y se sumerja en gloria,
que en la olla
se aceite,
se contraiga y se impregne.
Ya sólo es necesario
dejar en el manjar
caer la crema
como una rosa espesa,
y al fuego
lentamente
entregar el tesoro
hasta que en el caldillo
se calienten
las esencias de Chile,
y a la mesa
lleguen recién casados
los sabores
del mar y de la tierra
para que en ese plato
tú conozcas el cielo.
(Pablo Neruda)



Só um gênio sensível consegue fazer de um prato gastronomico uma poesia. Então, vamos a receita favorita de Neruda:



Caldo de congrio de Pablo Neruda
6 porções
1,6 kg de filé de congrio (6 pedaços de aproximadamente 200 g)
1,5 litros de caldo de peixe
2 xícaras (chá) de ervilhas (frescas ou congeladas)
1 xícara (chá) de vinho branco
2 a 3 colheres (chá) de azeite de oliva
30 camarões equatorianos, sem a casca e as vísceras
12 batatas chancheras previamente cozidas (conhecida no sul do Chile como a batata utilizada na alimentação de chanchos (porcos). É um tipo de batata menor que as convencionais).
2 dentes de alho finamente picados
2 cenouras médias cortadas em juliana
1 pimentão vermelho cortado em juliana
1 cebola grande cortada em juliana
Merkén (pimenta ají defumada e moída), coentro picado, sal e pimenta a gosto
Liaçon (mistura de creme de leite com gemas)
1 xícara (chá) de creme de leite
2 gemas
Liaçon
1 Mexa tudo e reserve resfriado.
Preparo
1 Em uma panela, salteie a cebola e a cenoura no azeite. 2 Acrescente o alho e mexa constantemente para que não queime. Junte o pimentão e refogue bem. 3 Acrescente o vinho branco, deixe reduzir e acrescente o caldo de peixe. 4 Agregue os pedaços de peixe quando o caldo começar a ferver. 5 Quando o peixe estiver cozido, acrescente as ervilhas, os camarões e as batatas. 6 Tempere com sal, pimenta e merkén. Estará pronto quando os camarões estiverem cozidos (cerca de 2 minutos fervendo). 7 Decore com coentro picado na hora e uma colher (sopa) da mistura de creme de leite com gemas (liaçon). Sirva bem quente.
Receita de Carlo Von Mühlenbrock, do restaurante Ousadia, em Santiago, Chile; osadiarestoran.cl

(Fonte GNT) 




Morre lentamente quem se torna escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos percursos, quem não muda a marca, quem não se arrisca vestir uma nova cor, quem não fala com quem não conhece.


Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos "is", em vez de um remoinho de emoções, justamente aquelas que fazem brilhar os olhos, aquelas que fazem de um bocejo um sorriso, aquelas que fazem bater o coração diante dos erros e dos sentimentos.




Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca a certeza pela incerteza para prosseguir um sonho, quem não se permite ao menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.



Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não escuta música, quem não acha graça em si mesmo.


Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias se lamentando da própria sorte ou da chuva contínua.




Morre lentamente quem abandona um projeto antes de comecá-lo, quem não faz perguntas sobre assuntos que não conhece, ou quem não responde quando lhe perguntam sobre algo que domina.


Evitamos a morte em pequenas dores, lembrando sempre que estar vivo requer um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.


Só a ardente paciência nos levará a conquistar uma esplêndida felicidade.


(Pablo Neruda) 





Lindo, lindo, lindo. Sem palavras, quem somos nós para preencher esta página, já preenchida pela sensibilidade e genialidade, não vamos nem nos atrever e escrever nada diante do já escrito e impresso nos corações da humanidade.
 Deixamos apenas a nossa humilde gratidão e reverência. 
🙏🙏🙏😍😍😍



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