sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Em homenagem a Charlottesville e Rio de Janeiro



 Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 
(Artigo II- Declaração Universal dos Direitos Humanos- Nações Unidas)



Vendo os genocídios na África e Oriente Médio, a arbitrariedade covarde dos terroristas, tendo Barcelona, cidade onde nasceu esta rede como o mais recente exemplo, o preconceito com refugiados e iniciando-se também com os turistas em geral, a ditadura na Venezuela, a violência descontrolada provocada pelo desleixo político resultando no empoderamento do tráfico de drogas e armas no Brasil, Supremacia racial em Charlottesville, que por ser nos Estados Unidos da América, país líder das Américas democráticas o peso e repercussão simbólica é devastador, levantando a tumba do apavorante tempo de Ku Klux Klan- KKK-  não há o que comemorar, mas, sim refletir. 


Não aprendemos nada com a história da humanidade? Tiranias, antipatias, egocentrismo, controles de massas, guerras que só fazem enaltecer e enriquecer a indústria bélica e do terror. A quem interessa isso? Mais uma vez precisamos nos erguer como seres humanos e dialogar, nos conhecer e reconhecer para nunca desistir de implementar a cultura de paz. Tendo como lema a máxima "Antes de nos preocupar em deixar um mundo melhor para os nossos filhos, pensemos em como deixar filhos melhores para o mundo".


O conceito de supremacia é ilusório do ponto de vista científico, pois a raça é uma, humana. Então notamos que todas as mazelas acima citadas vêm de duas vertentes: religião e  territorialidade. Porém, como seria o mundo se todos fôssemos absolutamente igual ao seu ponto de vista, vivesse e sentisse como você? Tudo perfeitamente igual e de acordo. Tudo estaria praticamente dentro de um sistema taylorista, mecânico, assim como no filme crítico "Tempos Modernos" de Charles Chaplin.  




Mas o planeta não é por si só mutante e pluralista? E não foi Deus, dentro do conceito religioso quem criou isso? Aí chegamos à metafísica, onde os recentes estudos começam a trabalhar não mais com o conceito de universo, mas, de múlti universo: "A terra é um planetinha que gira em torno de uma estrelinha, o sol, que é uma entre outras bilhões de estrelas, que compõem uma única galáxia entre outras bilhões de galáxias   num universo possível e que vai desaparecer" (Palestra "Sabe com quem está falando, Mário Sérgio Cortella).


Voltando ao nosso planetinha focamos no tema da diversidade cultural, tendo no livro Nossa Diversidade Criadora, do ex. Secretário-geral das Nações Unidas Javier Pèrez de Cuéllar, um relato preciso da questão. Aqui não faremos uma referência mas uma reverência aos pensadores e líderes que dedicaram a sua vida a nos ensinar de forma pacífica a importância da não discriminação, de se ampliar o leque de conhecimento para nos conhecer e reconhecer, respeitando as semelhanças e diferenças para poder criar novos diálogos e novas culturas. Nosso muito obrigado a Nelson Mandela, o brasileiro Abdias Nascimento (http://ipeafro.org.br), Martin Luter King, Barack Obama, e tantos, tantos que não cabem aqui.






















Para celebrar a arte e a cultura negra vamos hoje a 

Louisiane 




E para mostra como a cultural pode aguçar os nossos sentidos e nos tornar unos através dos sentimentos que são igualitários, convidamos a nutricionista e cozinheira Zela Brum a  nos ajudar a temperar o coração com uma receita para fazermos em casa da culinária creole e cajun da Louisiana, um dos estados dos EUA cuja cultura  hispano- negra nos ofertou sensibilidade, emoção e diversidade.  


Nova Orleans, berço do Jazz, com o filho da terra Louis Armstrong na antagônica arrogância da suposta supremacia branca sonhou com um What a Wonderful World 












FRANGO À CREOLE 



Por Zela Brum 





Frango à Creole


Ingredientes
8 partes de coxas, sobrecoxas e sobrepeitos de frango

2 cebolas grandes
2 tomates maduros e grandes


1 lata de favas (medir com a lata de milho)


1 lata de milho verde
2 colheres de sopa de ketchup

2 colheres de óleo de amendoim ou noz pecan
2 colheres de sopa de molho de tomate

1 ramo de sálvia


3 dentes de alho triturados
sal a gosto.





Para o tempero do frango

1 colher de sobremesa rasa de sal
1 pitada de páprica picante

1 litro de água
1 ramo de tomilho

1 pitada de pimenta caiena
1/2 xícara de vinho branco seco



Para o caldo

1 cenoura

1 ramo de cebolinha fresca
1 cebola
1 talo de aipo
1 dente de alho inteiro
1 colher de sopa de conhaque
1 ramo de salsa fresca

2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 punhado de sal grosso ( menos que uma mão )
1 colher de sopa de azeite
1 asa de frango

Para o Roux

(Roux é uma preparação originária da culinária francesa utilizada como espessante de molhos, sopas ou guisados.)
Colheres de sopa de manteiga sem sal
Passar o ketchup no frango temperado.







Modo de Preparo

Preparar o tempero do frango misturando todos os ingredientes.

Espalhar este tempero por todas as partes do frango.

Cortar a cebola em gomos.

Para fazer isso, primeiro corte a cebola em 4 no sentido do comprimento e depois em 12 partes.

Cortar o tomate em 8 e depois cada parte ao meio.

Bater metade do milho no liquidificador e reservar.

Preparar o caldo de legumes da seguinte forma: numa panela colocar o azeite e esquentar.

Acrescentar a asa de frango, a cenoura em pedaços grandes, a cebola em pedaços grandes, o aipo cortado em 3 e o alho.

Refogar até quase dourar. Juntar a água, as ervas, o conhaque e o sal grosso. Deixar em fogo baixo por cerca de 30 minutos.

Desligar o fogo, coar e reservar o caldo.

Numa panela, colocar a farinha de trigo e a manteiga e mexer até atingir uma coloração bege. Passar os pedaços de frango nesta mistura.

Acrescentar sal, páprica picante e pimenta-do-reino moída na hora a gosto.
Em outra panela, esquentar o óleo e fritar o frangos um a um junto com metade da cebola.

Assim que for fritando, vá acrescentando um pouco de caldo pelas bordas da panela ( pouco caldo significa pingar caldo! ).


Este caldo terá que atingir a metade da altura do frango no final do processo de fritura.
Juntar o molho de tomate, o milho batido e as ervas. Misturar e provar o tempero.


Misturar e provar o tempero novamente. Acertar o tempero se necessário.
Diminuir o fogo da panela e deixar cozinhar. À medida que for secando o caldo, vá adicionando mais caldo quente concha por concha, de maneira a manter o frango sempre submerso.
Ao espetar um garfo e verificar que o frango está quase macio, juntar o restante da cebola e o tomate picados. Misturar e deixar cozinhar mais um pouco.
No final do cozimento, juntar a outra parte de milho e as favas.
Servir quente acompanhado de arroz branco.




rendimento 4 porções

Obrigada Zela!

Para contextualizar separamos filmes que foram gravados e inspirados em Louisiana.


Começamos com a união entre o samba e o jazz que o amigo Jefferson Mello realizou. 






Uma recomendação dos clássicos:  😉








































Trilha sonora do Filme Big Easy 



Abrimos uma exceção para o documentário  A Cor Púrpura do Cairo, de Steven Spielberg, não foi realizado em Louisiana, mas, no estado vizinho Mississipi e o tema central é a questão racial, veja abaixo a antológica cena. 





Muita paz ao mundo, 
e viva a multiculturalidade. 





🙏🙇