terça-feira, 31 de outubro de 2017

#Sostheatromunicipal


Hoje ao passar em frente ao suntuoso e histórico Theatro Municipal do Rio de Janeiro me vi em frente ao corpo de baile, coral e orquestra pensei em se tratar de mais um lindo e contagiante flash mobs - aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram.

Mas não, não estamos na Europa onde países civilizados respeitam a cultura e a promovem para a  população. Aqui no caso, sem deixar nada a dever aos estrangeiros na qualidade dos componentes, era mais um protesto, neste caso dos artistas pratas da casa, por não estarem recebendo os seus salários! não estavam pedindo nenhum favor, só o seu direito de receber os seus salários!!  E como o diretor do teatro recordou "é o maior do país e um dos poucos que abriga na casa as várias artes que se complementam: Ballet, Orquestra Sinfônica e Coral". Tudo no mais alto nível, que exige do seu corpo artístico, anos de dedicação, privação e estudo. 


E como foi lembrado hoje na obra exposta de Villa Lobos, que este maior artista clássico do país, só existiu porque veio de uma época em que lhe deu a chance de se desenvolver. E agora? Ai quem dera se esse evento de hoje fosse apenas uma promoção cultural incentivada pelos governos, com flash mobs espalhados pela cidade, na atual estrutura do centro da cidade que vem relembrando o Rio antigo, com bonde passeando pela Rio Branco e você se deparando com grupos artísticos se exibindo, que sonho, que poderia tão facilmente ser uma realidade. 

Por que? devido a irresponsabilidade do Governo Cabral que usou da  politicagem   irresponsável de maquiar a causa pública atraves de obras superfaturadas nos vários equipamentos culturais, aqui vale ressaltar os esportivos também, negligenciando o conteúdo que justifica cada um deles. O caso ocorreu também nas Bibliotecas Parque e do Parque Lage. Enquanto os menos favorecidos não tiverem voz, bicho não se revoltar e "cimento não falar" continuaremos a mercê de obras, e mais obras para justificar o injustificável. 

A arte é educação, educação é a formação de uma nação, é a arte que nos abre o leque de percepção e nos permite ampliar a nossa capacidade de discernimento e sensibilidade nos dando qualificação e expertise, influindo em cada um de nós, seja em qualquer  profissão. 

Vale ressaltar que a própria arte, ou indústria do entretenimento, a segunda maior em rentabilidade dos Estados Unidos, perdendo apenas para a bélica, é geradora de empregos numa enorme cadeia de produção. E é neste seguimento que está a possibilidade de geração imediata de renda do Estado do Rio de Janeiro. Este é o nosso potencial natural. 

Portanto a arte/ educação não é passa tempo de madame é a construção de cientistas, de pensadores, de criadores, de todas as áreas, que criam a potencialidade de uma nação. Negligenciar a educação (arte e cultura) de uma nação, é deixa-la como boiada, manipulada, bitolada e portanto sem chance de desenvolvimento. 

Artigo 3 – A diversidade cultural, fator de desenvolvimento.

 A diversidade cultural amplia as possibilidades de escolha que se oferecem a todos; é uma das fontes do desenvolvimento, entendido não somente em termos de crescimento econômico, mas também como meio de acesso a uma existência intelectual, afetiva, moral e espiritual satisfatória. 



O protesto de hoje, dia 31 de outubro de 2017

Você pode ajudar: Faça a sua doação com depósito na conta 

SINTAC/RJ: Banco Itaú. Ag: 6157. CC: 02728-2
Vamos lá iniciativa civil e empresarial fechar uma parceria público privada, vamos reerguer o nosso Theatro Municipal.