quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Machu Picchu por nós da Latitudes




Moray
Vizu que só com carro ou van vc verá
Quanto ao mistério da falta de ar em machu Picchu, vamos lá. 




depois de ler vários posts sobre como sobreviver em Machu Picchu por causa do pouco oxigênio, confesso que a viagem a passeio se tornou uma prova de resistência. Apavorada, ja que sou asmatica, resolvi me antever e ir à minha clínica geral e ao cardiologista só para estar segura de que o passeio não se transformaria em uma sentença de morte, um suicídio. 



vai de vãn 

Adicionar legenda trem p M. Picchu é um charme a parte



A médica me deu a pílula milagrosa, Sorojchi Pills, anotou? não sei se de fato foi a santa milagrosa, mas, de fato não senti todos os incômodos relatados nesses diversos posts que fui checar. É óbvio que naquela altura, literalmente, não devemos bancar os maratonistas, apesar de ter visto, juro! um fazendo cooper na subida da montanha que leva a cidade perdida. achei que fosse um delírio, mas ele estava lá. 




Eu tomei e apliquei nos quatro atletas que estavam comigo. Então na dúvida, manda o Sorojchi pills três vezes ao dia quando lá estiver. Eu comprei em Lima, não sei se tem no Brasil.

Adicionar restaurante beira de estrada com vista incrível para o vale sagrado (Urubamba) 


Outra dica, vai com pacote completo, é mais caro mas muito melhor. Vai ja com van te esperando, percurso turistico, hotel, entrada ja comprada para o trem e Machu Picchu. Sem preocupação. O único senão é que ha uma tendência de te levarem para m passeio, uma compra, mais um passeio e mais uma compra, claro que deve ser tudo casado. Mas se é você quem está pagando, deixa logo claro que você não tem pressa, não precisa conhecer a saga dos Incas em 15 minutos e muito menos precisa levar toda Machu Picchu em souvenirs para casa em um dia.

Pisac

Pisac


Pisac


Pisac


A vantagem, além de não ter que se aporrinhar com nada e não ter que botar a mão no bolso hora nenhuma, a não ser que queira deliberadamente, você não cai nos clichês  turísticos. Por exemplo, alguns amigos me indicaram " águas calientes" como o point para se hospedar e se banhar. Achei um despenhadeiro (lembre-se que nos últimos dias você já incorporou a cabra e só fez subir montanha)  e a tal piscina natural um programa bem chatinho, tem que subir, subir e se deparar um uma copacabana inca, piscininhas bobas com um monte de gente dentro. É claro que você, mesmo sendo atleta, não vai estar 100% não vai tentar a maratona, tem que ficar mais relaxado , mas, também não significa que se sentirá em slow motion tipo o homem na lua. Vai devagar e sempre, o clima e as pessoas já naturalmente te deixarão assim. relaxa.


Ollantaytambo


Nós ja fomos recebidos pelos guias (uns são ótimos e sentem o clima do cliente, outros não calam e te aceleraram como se tivessem hora para bater o ponto, e deve ter que). Não tivemos e nem precisamos da tal " aclimatação". Seguimos direto para Pisac, terra agricola dos Quechua, aprende logo Inca são só imperadores, só existiram cerca de 14, os quechua eram o povo que seguiam esses imperadores que visitavam (vigiavam ) suas colónias carregados pelos idólatras quechua.  O mais interessante é que os guias lidam como os Incas como heróis, é claro, ao menos aqueceram o turismo local, e sempre falam das maravilhas da colonização quechua terminando  com a célebre frase: - E aí chegaram os espanhóis!Será que meia dúzia de espanhóis tiveram capacidade de destruir um império banhado a ouro e prata já disseminado em uma grande região com cidades tão longínquas como Cusco, Pisac, Ollantaytambo, Machu Picchu,  ..., fiquei pensando que cada um conta o seu ponto. 
Águas Calientes 
O jardim do hotel Samanapaq


De Pisac que é impáctante, talvez por ter sido o ponto de chegada, passamos pelo Rio Vilcanota e paramos para consumir em feirinhas e num restaurante beira de estrada, sem nenhuma aparência turística e um vizu lindo para o vale sagrado. 


M. Picchu










O passeio na van já é uma delícia e super confortável e de la nos mandamos para Ollanataytambo. Paramos numa vilinha fofa, toda amarelinha, com uma pracinha que nos lembrou Mauá, e eis que ao atravessar a ponte nos deparamos com mais uma enorme arquitetura inca e sua contemplação aos deuses, aí especificamente o do Sol e da água. Deslumbrante. 




Ollantaytambo esse vizu no meio da cidade 















Ollantaytambo foi o nosso pouso no vale sagrado e não nos aremendemos, além da vilazinha ser toda bonitinha, os hoteis são super confortáveis. Nós optamos pelo Samanapaq,lugar fofo, super arborizado, um jardim que me lembrou Giverny de Monet, os quartos são super confortáveis, só um tinha um cheirinho de mofo, o café da manhã delicioso com  louças temáticas, vale provar o mingau de quinoa, e a dona fala fluentemente o português recifense, a filha casou com um conterrâneo pernambucano.


Ollam para os íntimos







N dia seguinte lá estava a van nos esperando (viu como vale ja ir no pacote completo? ) com as passagens compradas para o trem e o ônibus que nos levaria a mística terra perdida, Machu Picchu, alias de perdida não tem nada. Pelo que nos contou o guia o americano Harry Singer éva procurando uma outra cidade que ficava mais abaixo do Rio Vilcanota, perto da amazônia peruana, e eis que avisto dos camponeses que lhe contaram haver uma cidade abandonada no alto da montanha, e que montanha, ao chegar no cume, encontraram um outro casal de camponeses que nada o revelaram, claro ninguém quer forasteiros em suas terras. Mas, o filho de 11 anos entregou o jogo e então o tal americano colocou Machu Picchu  na rota do turismo. MP era uma espécie de centro universitário de astronomia. Mas, por que então terra perdida? perdido era o aventureiro americano. Bem, os sites do local contam outras histórias. A historia é sempre contata.. e interpretada. O lugar é impactante e as Lhamas adoram uma self, não estão nem aí para você, mas, basta posar a maquina fotográfica para elas virem felizes tirar uma self. ;-) 



Moray 

De lá passamos a tarde em águas calientes, ok não ficamos muito tempo para desbravar a terra, mas, sinceramente ficamos felizes em estar em Ollan (já íntimos). Pelo pouco que vimos é tudo muito íngreme, bem turístico e as tais térmicas não nos apressaram. Voltamos no trem, que esse sim é uma gracinha, e nos deparamos com vários aventureiros que fizeram os quatro dias de subida e três de descida para M. Picchu, alguns exaustos não recomendaram. Nós não nos motivamos, mas, há quem goste. 


Moray

Hotel Samanapaq 


Suco de milho roxo servido no trem para M. Picchu







No ultimo dia, sim fizemos um bate e volta, três dias de vale sagrado, fomos a Chinchero, Maras e Moray (nesse lugar varia a viagem de van, muita terra com imagens incríveis, turistas cavalgando, burrinhos, camponeses, porquinhos, cabras, ovelhas (tudo só é possível ver de carro)... os andes com neve ao fundo) e finalmente uma região até então desconhecida, só entrou no mapa turístico nos anos 80, onde trê meteoros caíram e os discípulos dos Incas criaram três círculos, altamente tecnológicos, agrícolas.  





M. Picchu







Ou seja, a capital Inca era Cusco, e as demais cidades que não são tão pertinho assim eram centro de estudo tecnológico, Machu Picchu era para astronomia, Moray para a agricultura e etc... e os " imperadores" incas visitavam seus centro tecnológicos, que até hoje são inexplicáveis, detalhe ha conexão com a polinésia (como o Maras que tem lá no alto da montanha águas salgadas e salinas!!!), há conexão com os egípcios e suas pirâmides têm o mesmo desenvolvimento arquitetônico, me fazendo lembrar do livro "eram os Deuses astronautas". Muitos mistérios ...

























o remedio infalível



















Moray