quinta-feira, 22 de março de 2018

8o Fórum Mundial das Águas & Canoa Polinésia Va ` a uma conexão tribal.

Foto Duda Fernandes 


 
Foto Duda Fernandes 


Todos já sabem que desde terça- feira, dia 20 de março de 2018, vem acontecendo em Brasília, o 8º Fórum Mundial sobre as Águas. Quem não sabe, deveria 😉

Foto Duda Fernandes 





O tema tem a relevância de ser determinante para sobrevivência deste planeta. A não ser crie uma outra forma de nos nutrir e hidratar, sem água, todos os seres vivos- animais e vegetais- não sobrevivem. O ser humano tem 75% do seu corpo composto de água e só consegue sobreviver sem ela por no máximo cinco dias, precisamos mais de água do que de comida, atestam os médicos e cientistas.

Foto Duda Fernandes 



A limpeza da água brasileira é crucial, temos cerca de 12% da água doce do planeta, porém, muitas insalubres e rios acorados,  segundo um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica, 96% da água dos rios, córregos e lagos do bioma estão impróprias para o consumo. Além dos mares poluídos como a Baía de Guanabara que quase não pode abrigar os iatistas durante as Olimpíadas, lembram-se?

Foto Duda Fernandes



A água tem em quase todas as religiões e rituais dos povos tribais o cunho de sagrada- de purificação, de conexão- religare. O mau-uso agrícola e industrial, o desvio de rios, o excesso de hidrelétricas, a poluição dos rios e mares e o desperdício no dia a dia doméstico, dentre outros, são temas que vem sendo debatidos pelas ONU, setor público e privado e pelas ONGs, ao menos desde a Eco 92, tentando frear esta catástrofe.  


Duda Fernandes atuando na ONU- Rio + 20. 



As ONGs, algumas nós conhecemos de perto desde a época que cooperamos com a ONU atuando no departamento de informações públicas da própria Eco 92 (o maior encontro até hoje das Nações Unidas para o meio ambiente), como o Greenpeace e a WWF e no escritório do Rio de Janeiro da UNESCO, visitando e chancelando programas exitosos como o Projeto Grael (de inclusão social através do esporte de vela).




















Com roteiros e direção cinematográficos as ONGs amadureceram e vêm perdendo o estigma de “ecochatos”: “Hold On” do Médicos Sem Fronteira, com a música “Everybody Hurts” do grupo americano R.E.M., as famosas campanhas do W.W.F e Greenpeace são exemplos de conscientização inteligentes e ágil, assim como a mais novata ONG Uma Gota no Oceano, nossa parceira que,em 2011, fez uma campanha estrondosa, o manifesto “É a gota D`Aguá”, com  um leque de artistas engajados,  denunciou a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, que só agora em 2018 esta sendo deflagrada.  Hoje, dia 22 de março de 2018, no 8º Fórum Mundial da Água, está lançando ” “Em nome de que”, uma chamada sobre a importância da água doce, veja abaixo: 














OCEANOS




"Temos obrigação moral de salvar os oceanos”  

Peter Thomson- Secretário das Organização das Nações Unidas para o Oceano, 
durante o 8º  Fórum Mundial das Águas.

 (Fonte: Agencia Brasil/ http://www.worldwaterforum8.org)





Em 2017, 150 países membro da ONU assinaram a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável, se comprometendo em atingir 17 objetivos- ODS14-  para à preservação dos mares, até esta data limite. Em entrevista à Agência Brasil, Peter Thomson- Secretário da ONU para os Oceanos  lembrou hoje que entre as medidas propostas pelo ODS 14 estão a redução significativa da poluição marinha de todos os tipos, especialmente a derivada de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes, a proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros e diminuição do impacto da acidificação dos oceanos que está entre as grandes ameaças à vida marinha.

Foto Duda Fernandes 

Foto Duda Fernandes 



Dentre os compromissos de ação concreta assumidos pelos países membros da ONU está a resolução da acidificação dos mares (provocado pelo efeito estufa que reduz o nível de oxigênio nos oceanos impedindo a sobrevivência de vidas marinhas), a proibição da pesca predatória e subsídios para esta atividade, aprofundamento dos estudos da ciência marinha- oceanografia, dentre outros.


Foto Duda Fernandes 


Thompson- oriundo do arquipélago Ilhas Fiji- admite que o maior obstáculo para a mudança de atitude em relação aos oceanos é a falta de vontade da sociedade. "Porque se tivermos o poder da vontade nós podemos unir a ciência, governos, o mundo dos negócios, das finanças e resolver todos os problemas que temos em relação aos oceanos. Nós podemos fazer isso”.
 *Fonte: Agência Brasil



Foto Duda Fernandes



O Secretario conta que no Brasil Pernambuco e Espírito Santo já são duas unidades federais de conservação e proteção de áreas marinhas. E nós do Latitudes perguntamos por que não fazer o mesmo com o Rio de JaneiroBaía de Guanabara? Durante as Olimpíadas houveram várias denúncias inclusive do responsável pelas delegações de Iatismos Torben Grael que atestava a podridão da água que provocou doença em atletas. Por necessidade e “vontade política” o governo Cabral se comprometeu com uma meta lunática de deixar a Baía 80% mais limpa, o que não cumpriu, fechou as  portas onde os rios, poluídos, jorram dejetos na Baía, e “suavizou” o problema.


Baía de Guanabara



Foto Duda Fernandes 



Somos cientes que a questão não é tão simples assim, os rios acurados e totalmente poluídos, muitos vindo desde a baixada fluminense, deságuam na Baia de Guanabara sem nenhum tratamento, os petrolíferos também contribuem imensamente jorrando óleos diariamente, além das barcas e catamarãs que lavam seus barcos despejando óleo nas águas da Guanabara.



Foto Duda Fernandes





Segundo a Revista Época, a  Baía de Guanabara recebe, por segundo, 8.000 litros de esgoto e, por dia, 90 toneladas de lixo. Dos 15 municípios que ficam em seu entorno, somente Niterói tem um sistema de tratamento de esgoto minimamente razoável. A cidade de São Gonçalo, por exemplo, uma das mais populosas do estado, tem apenas 5% do esgoto tratado. O resto acaba indo direto para as águas. Durante décadas funcionaram lixões às margens da baía, e em qualquer chuva forte o lixo escorria para as águas. Hoje esses lixões foram desativados, mas o passivo de anos está depositado no fundo do mar, e com as variações de maré vem à tona. A coleta de lixo nesses municípios vizinhos também é precária, e com a chuva qualquer lixo deixado no chão fatalmente acaba na baía.


Foto Duda Fernandes 





A revista aponta o caminho das pedras: É um problema que envolve construção de redes de saneamento e tratamento, melhora nos serviços de coleta de lixo e programas de educação para a população, além de um modelo de gestão que integre as 15 cidades do entorno. “Se juntarmos todos os programas de despoluição desde 1995, já foram investidos na baía cerca de R$ 5 bilhões. Para realizar essa almejada despoluição, são necessários pelo menos R$ 20 bilhões”, diz o ambientalista e ex-velejador Axel Grael (Fundador do Projeto Grael)


Foto Duda Fernandes 


Canoa Polinésia (Va´a) e os Povos Tradicionais, uma parceria


Foto divulgação 



Nós da Rede Latitudes somos adeptos e praticantes de Canoa Polinésia- Va`a na língua nativa. Um meio de transporte dos povos tradicionais da Polinésia Francesa, que como todos os nativos têm adoração sagrada por suas canoas e pela natureza. Foi através deste meio de transporte que os polinésios chegaram à Ilha de Páscoa (Rapa Nui), onde as tribos desta que é a ilha mais longínqua do planeta mantem a tradição até hoje e desembarcaram no Havaí, recebendo lá o segundo batismo, sendo reconhecida como canoa havaiana.


Foto Duda Fernandes 




O esporte que só chegou no Brasil em 2010, hoje conta com 26 clubes filiados, segundo relatório de agosto de 2017 da Confederação Brasileira de Va`a- CB Va`a. Em 2014 nós recebemos o campeonato mundial de Canoa Havaiana, na Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ), e segundo dados do Governo Brasileiro conquistou 20 medalhas, cinco delas de ouro. Este ano o campeonato mundial será nos mares originários do esporte- Taiti- de 16 a 26 de julho de 2018 e ano que vem, em 2019, aportará na Austrália.


Foto Duda Fernandes




No esporte que engloba os mais variados perfis de todas as idades, todas mesmo, as moças que formam uma equipe de 6 atletas da categoria + 50 vêm fazendo uma campanha na internet para angariar apoiadores que possam custear a sua ida e quem sabe trazer ouro para o país. 





Quem quiser e puder participar, segue o link




Se este esporte tão tribal que no Brasil e no mundo cada vez atrai mais atletas, pessoas de várias idades e profissões, muitos profissionais liberais, também juízes, policiais, ambientalistas (...) uma forma de chamar a atenção para a causa-  tanto dos atletas quanto os espectadores- da água e dos povos tribais do Brasil seria criar competições com circuitos que englobassem as tribos e parques ecológicos nacionais. A Rede Latitudes acredita que a empatia e o verdadeiro abraço às causas se dá mais facilmente ao cruzarmos os olhares. Que tal? 
Foto Duda Fernandes 


Para as tribos indígenas seria uma divulgação de suas questões e para os praticantes um aprendizado, tanto de vida quanto do esporte em si. Afinal, de canoa índio entende. Quem se habilita a criar este roteiro? Bora lá?



 
Foto Duda Fernandes 


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