quarta-feira, 28 de março de 2018

O Rio de Janeiro entra no calendário de shows do Dia Mundial do Jazz





Esperanza Spalding
no Dia Mundial de Jazz 2017 em Cuba. 









"O jazz tem o poder de fazer as pessoas esquecerem suas diferenças e se unirem ... O jazz é a personificação da transformação de circunstâncias esmagadoramente negativas em liberdade, amizade, esperança e dignidade"








Quincy Jones



Celebrar o estilo musical único que o jazz representa, sensibilizar a comunidade internacional para a necessidade de diálogo intercultural e compreensão mútua são os fatores que levaram a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – UNESCO- em transformar o dia 30 de Abril no Dia Mundial do Jazz.






                                     
Em novembro de 2011, a UNESCO nomeou oficialmente o dia 30 de Abril como o Dia Internacional do Jazz para destacar o poder diplomático que este estilo musical tem de unir pessoas em todos os cantos do globo. Assim, shows, jam sessions e encontros inusitados entre artistas acontecem em praticamente todo o globo terrestre.




“Desde suas raízes na escravidão, o jazz levanta uma voz apaixonada contra todas as formas de opressão falando a linguagem da liberdade, que é fundamental em todas as culturas"



IRINA BOKOWA - diretora geral da UNESCO







O International Jazz Day é presidido e liderado por Irina Bokova- Diretora Geral da UNESCO, pelo lendário pianista e compositor Herbie Hancock- que atua como Embaixador da UNESCO no Diálogo Intercultural e pelo Thelonlous Monk Institute of Jazz. Cada ano um país recebe o evento oficial. Em 2017 foi Cuba  que contou com 50 renomados nomes do jazz representado os seus países, o embaixador do Brasil foi Ivan Lins.












Russia












Austrália



Neste ano de 2018 a cidade anfitriã será São Petersburgo, por ser a única na Federação Russa a abrigar desde 1989 a  Jazz Philharmonic Hall. Em 2019 a escolhida para receber o evento foi Sydney na Austrália representando Mount Gambier- que abriga o maior festival de jazz juvenil do mundo. Adelaide considerada pela UNESCO como a cidade criativa para a música também é uma credencial para a Austrália.






 “ Nós todos queremos viver no mundo do jazz onde nós todos trabalhamos juntos, sem medo de ter chance e nos expressar”




Herbie Hancock






No mundo 






Em se tratando de um evento das Nações Unidas a abrangência é planetária, apolítica e multicultural. São cerca de 190 países, alguns destes tendo shows simultâneos em diversas cidades. 


Os países campeões neste quesito são: República Dominicana, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, México, Alemanha, França, Japão, Austrália, e Estados Unidos berço do jazz onde shows serão realizados em várias capitais em diversos formatos: clubes de jazz, bares, museus e estádios, dentre outros. 








Em Nova Iorque a  Saint Peter’s Church  fará um tributo aos 100 anos de contribuição dos nomes do jazz americano aos musicais da Broadway. Dentro os homenageados estão Dizzy Gillespie, Thelonius Monk, Fatos Waller, JC Johnson, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Sarah Vaughan, dentre outros.



Itália 

Portugal



















Argentina, África do Sul, Marrocos, Armênia, Turquia, Emirados Árabes, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Republica Dominicana, Hungria, Indonésia, Laos, Lituânia, Mali, Malta, Haiti, Nicarágua, Namíbia, Jamaica, Quênia, México, Peru, Serra Leoa, Togo, Trinidas e Tobago, Tanzânia e Venezuela, dentre outros, dão o tom da dimensão da festa.


Armênia

Quênia 

Chile












No Brasil 



No Brasil as cidades que participarão serão João Pessoa (Paraíba), Americana (SP), Brasília (DF), Caxias do Sul (RS), Itajaí (SC), Manaus (Amazônia), Santos (SP) e pela primeira vez o Rio de Janeiro!!









Por incrível que pareça o berço do samba, que é primo do Jazz, como atesta o documentário “Samba e Jazz”, de Jefferson Mello, o Rio de Janeiro nunca esteve no roteiro.Felizmente a produtora Teca Macedo nos salvará, com shows de artistas nacionais, mantendo o alto padrão dos demais concertos no mundo afora. As apresentações serão no Blue Notes (RJ), local ideal, afinal a matriz em Nova Iorque é lendária e faz parte da história do jazz mundial. O evento acontecerá a partir das 21:00 e claro no dia 30 de Abril. 



Piano Orquestra










Estarão lá-  Piano Orquestra, Carlos Malta, Claudio Dauelsberg, Gabriel Grossi, Luiz Otávio, Ney Conceição, Pandeiro Republique Duo, Raul Mascarenhas, Renato Massa, Robertinho Silva e a participação especial do grupo de crianças “Favela Brass” e da “Percussão na Maré”, provenientes de ONG`s que promovem a educação através da música.



Gabriel Grossi 



O poder da unificação da musica com comprovação cientifica. 




Em recente pesquisa feita por Harvard University, uma colaboração entre o pesquisador de psicologia Samuel Mehr, o estudante de biologia evolutiva humana Manvir Singh, os alunos Luke Glowacki e Hunter York, e o professor associado de psicologia Max Krasnow, sugere que não apenas a música está profundamente enraizada na natureza humana, mas que alguns tipos de canções transcendem as fronteiras culturais. O estudo é descrito em um artigo de 25 de janeiro na Current Biology.


Em seu primeiro experimento os pesquisadores Mehr e Singh analisaram 750 internautas de 60 países que ouviram trechos de 14 segundos de músicas. No total, os participantes ouviram mais de 26.000 trechos e forneceram mais de 150.000 avaliações (seis por música). 

Apesar da falta de familiaridade dos participantes com as sociedades representadas, a amostragem aleatória de cada trecho, sua duração muito curta e a enorme diversidade dessa música, as avaliações demonstraram que os resultados são consistentes com a existência de ligações universais entre forma e função na música vocal, independente da cultura, dizem os pesquisadores.



"Apesar da diversidade impressionante de música influenciada por inúmeras culturas e disponível para o ouvinte moderno, nossa natureza humana compartilhada pode estar subjacente às estruturas musicais básicas que transcendem as diferenças culturais", diz Samuel Mehr (@samuelmehr)  Universidade de Harvard.





"Mostramos que nossa psicologia compartilhada produz padrões fundamentais na música que transcendem nossas profundas diferenças culturais", acrescenta o co-primeiro autor do estudo Manvir Singh, também de Harvard. Mehr e Singh dizem que uma das descobertas mais intrigantes diz respeito à relação entre canções de ninar e canções de dança. As músicas de dança eram geralmente mais rápidas, ritmicamente e melodicamente complexas, e percebidas pelos participantes como "mais felizes" e "mais excitantes"; as canções de ninar, por outro lado, eram mais lentas, ritmicamente e melodicamente simples, e percebidas como "mais tristes" e "menos excitantes".







Álvaro e Kiko Fernandes com os jazzistas Marcelo Martins e Antônio Adolfo no Blue Notes (RJ). 


No Brasil quem já vem trilhando nesse campo de estudo é o Professor e Produtor Musical, Kiko Fernandes: “o intenso prazer que se sente ao escutar música provoca no cerebro a liberação de dopamina, um neurotransmissor que serve para avaliar ou recompensar prazeres específicos associados à satisfações extrema já experienciadas, tal qual chocolates, drogas..." de acordo com um estudo publicado na revista científica Nature Neurosciencia.  Kiko da aula de Produção Publicitária em Rádio na PUC/RJ.



Uma pesquisa feita pela Universidade Mc Gill (Canadá) avaliando a reação de um grupo de voluntários ao serem impactados por um anúncio, vem estimulando novas pesquisas para compreensão da música em rituais religiosos, na propaganda, nos filmes ou seriados entre outros e sua influência na emoção, explica Kiko. O estudo levou em consideração as reações do pesquisador como a liberação de dopamina, batimentos cardíacos, frequência respiratória e temperatura corporal. O que sentimos e tratamos no sentido figurativo “essa musica me arrepia até o cabelo”,” não consigo parar de cantar”, ou mesmo o gesto de tocar guitarras imaginarias estão todas embasadas, ok fãs?


Portanto amigos da boa música curtam esta experiência epistemológica. Bons Shows, Bons Sons... 


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INFORME

 Pagina Oficial


Lista de todos os locais em que ocorrerão shows pelo Dia Mundial do Jazz


Rio de Janeiro








 ESTUDOS 


Havard



Livro- “ A Memória no seu celebro- uma obsessão humana”, Daniel de Levitin.

Kiko Fernandes- (artigo publicado na Revista Chilena Bienestar y Salut)