terça-feira, 6 de março de 2018

Receita Gastronômica e Receita de Vida para e por Garcia Márquez




Em homenagem ao aniversariante do dia, o Prêmio Nobel Gabriel García Márquez, que hoje dia seis de março de 2018, estaria completando 91 anos, vai aqui uma receita dePeixe Dourado com purê de Inhame e Banana Frita, apesar de ser uma receita brasileira, a literatura do homenageado colombiano abrange todas as historias da América Latina, então está valendo, não é?




A vida cotidiana na América Latina nos demonstra que a realidade está cheia de coisas extraordinárias.
(García Márquez)





A receita é um referencia a duas partes do cultuado livro “Cem anos de Solidão”, onde os moradores da fictícia Macondo e seus fundadores a Família Buendía,  fundem ouro para transforma-los em peixinhos “dourados” e, na parte do livro em que personagens que vêm de Manaure na região de Guajira (norte da Colômbia) comem inhame















E já que Macondo é destituído pela companhia de banana, sugerimos acrescentar na receita bananas “fritas” como forma de protesto ;-)😋😉



Aracataca cidade de García Márquez que inspirou Marcondo



“A história da Colômbia é dramatizada por intermédio de dois eventos principais: a Guerra dos Mil Dias e o massacre dos trabalhadores bananeiros em Ciénaga, no ano de 1928. Essas eram, segundo Gerald Martin (2008, p.368), as principais referências históricas que formavam o contexto da própria infância de Gabriel García Márquez.
(Felipe de Paula Góis Vieira)


RECEITA DO DOURADO INHAMADO E BANANADO 




Mãos a obra 



- 1 kilo de posta de dourado (media de 6 postas) isso é apenas uma referência, depende da quantidade de pessoas que vão comer e da fome de cada um;

- 6 inhames descascados;

- 4 bananas prata;

- sal grosso, pimenta do reino, noz moscada, canela e limão a gosto;

- alecrim e cheiro verde;

- azeite de oliva extra virgem e manteiga;

- cebola, alho picado fininho e rodelas de pão;


Tempere as postas de dourado com sal, pimenta e jogue limão em cima.

Num recipiente que possa ir ao forno e seja retangular, passe fios de azeite para unta-lo, mas, muito pouco apenas para o peixe não grudar. Coloque na base o pão que ficará douradinho e  rodelas grossas de cebolas.


Tempere o peixe com sal, um pouquinho de nós moscada e pimenta do reino, e esperma o limão uniformemente sobre as postas do peixe. E deixe lá no recipiente.

Em paralelo coloque os inhames na panela e deixe cozinhado até ficarem moles.
Quando estiverem no ponto tire o excesso de água quente da panela, mas, deixe 1/3 do líquido ainda lá.

Agora bata tudo no liquidificador, ate ficar uma massa uniforme.



Em paralelo, na panela passe manteiga e um pouco de sal a gosto e coloque o que estava no liquidificador nela. Vale ir mexendo ate ficar com a espessura que você goste. 

Se ficar muito grosso você pode ir amaciando com um pouco de leite enquanto mexe vagarosamente. Pronto o purê ta pronto.





Pegue a banana corte em pedaços e frite com manteiga e um pouco de canela.

Coloque o peixe no forno com papel laminado e deixe por cerca de 20 a 20 minutos ate ficar dourado, mas, cuidado para não resseca-lo. 

Estando o peixe pronto, acrescente sobre ele um pouco de alecrim e de cheiro verde.

Como um molho pique o alho bem pequeno, leve numa pequena frigideira banhada de azeite de oliva deixe dourar o alho depois jogue por cima do peixe.



Apresente aos convidados o purê com cheiro verde salpicado;




Bananas fritas em outro recipiente e salpique um pouco de canela para dar o charme;



A posta de peixe com o molho de alho derramado e um pouco de alecrim fresco salpicado
E voilá! Ou melhor- Listo, listo, chevere!


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A inspiradora historia com H maiúsculo de Gabo. 




Cada linha de Cem Anos de Solidão tem o ponto de partida na realidade. Eu forneço uma lente de aumento para os leitores entendê-la.
(García Márquez)



A história de como nasceu Cem Anos de Solidão é tão fantástica quanto o seu próprio conteúdo denominado de Literatura Fantástica. Começa com Gabo se mudando de Nova Iorque, onde era correspondente da agencia de noticias cubana Prensa Latina, para a Cidade Do México, aonde chegou com apenas duzentos dólares, segundo o crítico Nepomuceno (2009). 

Em 1961 ele não passava de um desconhecido, tinha quatro livros escritos sem sucesso, só um foi publicado em sua terra natal, Colômbia. Aos poucos ele foi conseguindo publicar contos e trechos de seus livros em revistas de prestígio no circuito intelectual mexicano. Quatro anos depois, em 1965, ele virou roteirista e publicitário de prestígio.

Porém, reza a lenda, ou as pesquisas acadêmicas que ele estava rico, mas, infeliz. Sua verve artística de escritor estava apagada e isso o incomodava profundamente. Eis que um dia rumando a passeio com a família para Acapulco chegou-lhe a divina inspiração. Uns contam que do meio da estrada ele voltou para a Cidade do México para começar a sua grande obra, outros já contam que não foi bem assim, ele ficou alguns dias com a família em Acapulco, mas, remoendo em sua cabeça aquela historia fantástica. Pois bem, em uma terça-feira de 1965 nascia então a primeira frase de Cem Anos de Solidão, rememorando a sua Colômbia e sua infância. 



Ele abandonou tudo, se trancafiou num canto da sala e a obra que tinha tempo e grana própria para acontecer, se estendeu, como de praxe por muito mais. E,  coube a sua mulher apostar nessa ideia e penhorar tudo o que tinham. De rico roteirista ele se tornou um pobre devedor. A ponto de que no dia em que deveriam enviar o original para uma Editora de Buenos Aires não tinham dinheiro para o correio, então dividiram em duas partes a obra e remeteram por engano a segunda. A Editora ao ler o final de Cem Anos de Solidão mandou o cheque de adiantamento sobre os direitos autorias e o final feliz todos conhecem, da penúria ao sucesso extremo, chegando ao Nobel e a consagração. Isso já não é uma historia fantástica sobre uma “estória” fantástica?

Lembra-nos os livros de auto ajuda que sempre ensinam que quem acredita sempre alcança, mas, tem que ter muita determinação e certeza que o tal chamado divino, a inspiração é certeira e que essa é a sua missão. 



Lembrou-nos casos similares dentro também do universo literário como a também Best-Seller autora de Harry Potter, J. K. Rowling que da sua penúria fez uma espécie de ultima chamada para a sobrevivência e se trancafiou em sua historia de magia e como uma varinha de condão chegou ao mágico sucesso. Ou, do próprio mago Paulo Coelho que também numa fase de vacas magras, participando de um batismo familiar na pequena cidade mineira de Baependi rezou na capelinha de Nha Chica e ao deixar flores fez uma promessa de que caso se tornasse um grande escritor, ele voltaria lá para agradece-la.  

Assim como García Márquez, Paulo Coelho e também o baiano Jorge Amado todos tiveram as suas mulheres como grandes e fieis parceiras. Mas, isso são apenas “causos” da inspiradora vida da dura vida real se reinventaram, povoaram e inspiraram com suas historias o imaginário do planeta. Fizeram literalmente história.




Eu e Mercedes estamos juntos há 25 anos e não sei a idade dela. É impossível conhecer completamente uma pessoa.

(García Márquez)





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Referência